Jornal de Negócios

Um investimento que se lê

By Outubro 20, 2014 Dezembro 28th, 2016 No Comments

Nem só de relíquias é feito o mercado de investimento em livros, algumas primeiras edições de escritores portugueses recentes têm procura. Lá fora, a Peregrinação e os Lusíadas estão na moda: a literatura de viagens e a expansão do ocidente para novos mundos é a tendência do momento. Às cegas, o investimento em livros é arriscado, mas, se bem orientado, permite retornos elevados.

“E nisto vieram a parar meus serviços de vinte e um anos, nos quais fui treze vezes cativo e dezasseis vendido; por causa dos desventurados sucessos que atrás no discurso desta minha tão longa peregrinação largamente deixo contados.” Eis o The End da aventura do escritor viajante Fernão Mendes Pinto por terras da Índia, Birmânia, Sião, Molucas, China e Japão. Nas centenas de páginas da obra Peregrinação, o explorador narra como foi preso várias vezes, nomeadamente na expedição ao Mar Vermelho, em 1538, onde, num combate naval com os otomanos, foi feito prisioneiro e vendido a um grego e por este a um judeu que o levou para Ormuz, de onde acabaria resgatado por portugueses. Pura realidade ou imaginação vibrante, a verdade é que as suas peripécias mirabolantes, no séculos XVI, são hoje admiradas por coleccionadores de livros em todo o mundo. A primeira edição de “Peregrinação” é “um livro com projecção internacional”, explica o homem de quem se fala em Portugal, quando a matéria são livros antigos. Pedro de Azevedo, livreiro e leiloeiro há 31 anos, já vendeu dois exemplares – o último por 20mil euros. Traduzida em inglês, é cobiçada na Europa, sobretudo, por britânicos que “adoram o livro”.

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